O candidato ao Senado pelo Paraná, Marcelo Gonçalves Marcelino, representando o Partido da Causa Operária (PCO), destacou em uma entrevista que o estado enfrenta um elevado nível de endividamento e está influenciado por interesses privados em detrimento da população. Marcelino, que almeja uma mudança significativa na estrutura política, apresentou propostas que incluem a extinção do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Senado Federal.
Durante a conversa, o candidato enfatizou a necessidade de reverter privatizações que afetaram serviços essenciais, como a Companhia Paranaense de Energia (Copel) e a Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar). Ele também defendeu a interrupção da cobrança de pedágios nas rodovias paranaenses, argumentando que essas medidas são fundamentais para garantir o bem-estar da população.
Marcelino criticou a atuação dos ministros do STF, descrevendo-a como negativa nos últimos 20 anos. Ele mencionou casos emblemáticos, como o mensalão e a condenação do presidente Lula, para evidenciar o que considera uma degradação da corte. De acordo com o candidato, a dissolução do STF em sua atual configuração é necessária, assim como o fechamento do Senado, que ele acredita não ser mais justificável dentro do sistema político atual.
Em sua visão, a extinção do Senado poderia abrir espaço para a criação de comissões populares que pudessem acompanhar os trabalhos da Câmara Federal, resultando em propostas mais alinhadas aos interesses da população. Essa mudança, segundo ele, seria uma maneira de democratizar o processo legislativo e torná-lo mais acessível aos cidadãos.
As propostas de Marcelo Marcelino refletem um desejo de transformação estrutural no Estado do Paraná, visando não apenas a reestatização de empresas, mas também uma reavaliação do papel das instituições que, segundo ele, não têm servido adequadamente aos interesses do povo. Com o objetivo de conquistar o eleitorado, o candidato busca apresentar uma alternativa clara aos desafios enfrentados pelo estado, especialmente em um cenário político marcado por crises e descontentamentos.
Marcelo Marcelino se posiciona como uma voz crítica à atual gestão e aos sistemas estabelecidos, propondo uma abordagem radical para resolver questões de endividamento e privatização, além de promover um debate mais profundo sobre a função das instituições no Brasil.












