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Motoentregadores protestam em São Paulo por taxa fixa de R$ 2,50/km

Centenas de motoentregadores de aplicativos promoveram uma paralisação em São Paulo nesta terça-feira (1º), com o intuito de reivindicar uma taxa fixa de R$ 2,50 por quilômetro rodado e melhores condições de trabalho. O ato, denominado ‘Breque Geral dos Apps’, teve início por volta das 11h30 na Praça Charles Miller, localizada no bairro do Pacaembu. Os organizadores da mobilização convocaram todos os entregadores a participarem, mesmo aqueles que não apoiavam a manifestação.

Durante o protesto, um dos manifestantes enfatizou a importância da união da categoria, afirmando que a luta é por todos e que melhorias nas condições de trabalho beneficiariam não apenas os que estavam presentes, mas também aqueles que optam por não aderir ao movimento. "Se melhorar pra nós, vai melhorar pra vocês", declarou. Outro participante do ato ressaltou a gravidade da situação, mencionando que, no ano passado, ocorreram 475 mortes de motoentregadores em São Paulo, e alertou que as plataformas de entrega têm responsabilidade sobre esses acidentes.

Os manifestantes seguiram em um percurso que passou pelas principais vias do Centro de São Paulo e pela Avenida Paulista. A paralisação teve um impacto significativo nos serviços de entrega, especialmente durante o horário do almoço. Os organizadores orientaram que todos os participantes se desconectassem dos aplicativos e recusassem novas chamadas durante o ato.

Durante o protesto, trabalhadores divulgaram imagens que mostravam acréscimos nos valores das entregas, chegando a R$ 9 por entrega na região de Perdizes, na Zona Oeste da cidade. A mobilização foi pacífica e contou com o apoio de ofícios e autorização das autoridades de segurança pública.

Os motoentregadores destacaram a necessidade de uma mudança nas práticas das empresas de tecnologia que operam no setor, como Ifood, Uber e 99. A reivindicação por uma taxa fixa é vista como uma forma de garantir melhores condições de trabalho e segurança para a categoria, que enfrenta constantes desafios e riscos em sua atividade diária. O movimento é uma resposta a anos de exploração e falta de amparo por parte das plataformas de entrega.

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