O trecho da BR-470 que atravessa o Alto Vale do Itajaí, em Santa Catarina, tem registrado um aumento alarmante no número de atropelamentos. Até julho de 2023, o total de vítimas já superou os números registrados nos três anos anteriores. Esse cenário se agrava com a recente morte de dois irmãos, de 7 e 14 anos, que foram atropelados ao tentarem alcançar o ônibus escolar em Pouso Redondo, um incidente que trouxe à tona a discussão sobre a segurança na rodovia.
Os dados mostram que, no primeiro semestre de 2026, nove pessoas foram feridas em atropelamentos na BR-470 entre Apiúna e Pouso Redondo. Comparativamente, entre 2023 e 2025, o número de vítimas não ultrapassou oito. A soma de acidentes fatais, até o momento, apresenta um panorama semelhante ao de anos anteriores, mas com um elemento preocupante: a rodovia já registrou um número de acidentes que se aproxima do total do ano de 2024, que teve 11 mortes confirmadas.
A tragédia envolvendo os irmãos motivou um clamor por ações concretas, especialmente a construção de passarelas na BR-470. Essa demanda não é nova, pois já existe uma promessa de 11 novas passarelas ao longo da rodovia. Entretanto, até o momento, as medidas para garantir a segurança dos pedestres ainda não saíram do papel.
Além do impacto nas famílias afetadas, o aumento dos atropelamentos levanta questões sobre a eficácia das medidas de segurança viária na região. A rodovia, que é uma das principais do estado, conecta várias cidades e é frequentemente utilizada por motoristas e pedestres. A falta de infraestrutura adequada, como passarelas, tem sido um ponto crítico nas discussões sobre segurança no trânsito local.
A tragédia em Pouso Redondo, que chocou a comunidade, evidencia a necessidade urgente de melhorias na segurança da BR-470. A expectativa é que, com a pressão da sociedade, as autoridades revisitem as promessas feitas e implementem soluções que realmente possam proteger os usuários da rodovia. A situação atual não apenas clama por lutos, mas também por ações efetivas que evitem novas tragédias como a que vitimou os irmãos, trazendo à tona a urgência de um debate que já se arrasta por tempo demais.












