O Conselho Universitário da Udesc (Universidade do Estado de Santa Catarina) aprovou, em votação realizada na quarta-feira (12), uma nova política de cotas que destina 50% das vagas dos cursos de graduação para ações afirmativas. A decisão foi tomada em meio a um processo de votação acirrado, que resultou em 39 votos a favor e 37 contra.
Com essa mudança, a Udesc amplia a porcentagem de vagas destinadas a ações afirmativas, que anteriormente era de 35%. Essa reserva é distribuída entre estudantes oriundos de escolas públicas (20%), pessoas negras (10%) e pessoas com deficiência (5%). A nova política também contempla a inclusão de grupos como indígenas, quilombolas, pessoas com TEA (Transtorno do Espectro Autista) e, pela primeira vez, pessoas trans e refugiadas ou imigrantes com visto humanitário.
As vagas destinadas a esses novos grupos poderão chegar a até 20% do total, conforme a análise e deliberação dos colegiados de cada programa da universidade. Essa ampliação visa atender estudantes de famílias de baixa renda e promover mais diversidade no ambiente acadêmico.
A proposta de alteração na política de cotas foi discutida pela primeira vez no dia 9 de julho, mas a sessão foi suspensa devido a tumultos que ocorreram na porta da reitoria, envolvendo conflitos entre estudantes, políticos e influenciadores que defendiam pontos de vista opostos sobre a medida.
A nova política de cotas será aplicada em todos os campi da Udesc, tornando-se um marco importante nas ações afirmativas da instituição. A expectativa é que a implementação dessa política contribua para a inclusão e a equidade no acesso ao ensino superior em Santa Catarina.












