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Gloria Steinem, ícone do feminismo nos Estados Unidos, falece aos 92 anos

A escritora e ativista Gloria Steinem, conhecida por sua atuação marcante no movimento feminista, faleceu na quarta-feira (2) em sua residência em Nova York, aos 92 anos. A informação foi divulgada por sua fundação, que afirmou que Steinem "faleceu pacificamente em sua casa". Em comunicado, a fundação destacou que, ao longo de sua vida, ela lutou incansavelmente pela igualdade, até seus últimos dias.

Nascida em 25 de março de 1934, na cidade de Toledo, no estado de Ohio, Gloria Steinem formou-se em Ciências Políticas pelo Smith College em 1956. Em seus primeiros anos de carreira, Steinem passou dois anos na Índia, onde atuou como assistente jurídica da Suprema Corte do país. Após seu retorno aos Estados Unidos, assumiu a direção do Independent Service for Information on the Vienna Youth Festival, uma organização que contava com financiamento da CIA, segundo informações do Correio Braziliense.

Steinem começou sua jornada no jornalismo e ganhou notoriedade em 1962, ao publicar uma matéria na revista Esquire sobre a pressão que as mulheres enfrentavam para equilibrar a maternidade e o trabalho. Essa experiência a levou a utilizar o jornalismo como uma plataforma para fomentar discussões sobre igualdade de gênero.

Em 1963, a ativista se infiltrou como garçonete em um Playboy Club para investigar as condições de trabalho e os salários das funcionárias. Essa investigação consolidou sua imagem como uma das principais líderes do feminismo e uma defensora dos direitos reprodutivos femininos nos Estados Unidos.

Ao longo de sua vida, Gloria Steinem se destacou por suas contribuições significativas ao movimento feminista, inspirando uma série de livros, documentários e filmes. Sua influência se estendeu por várias gerações, e seu legado continua a ser uma referência na luta pelos direitos das mulheres. Steinem se tornou uma figura emblemática na busca pela igualdade de gênero, sendo respeitada e admirada por suas convicções e ações.

A morte de Gloria Steinem marca o fim de uma era, mas seu trabalho e suas ideologias permanecem vivos na memória de todos que lutam pela igualdade e justiça social. Seu impacto no movimento feminista e sua luta pelos direitos das mulheres são reconhecidos e celebrados em todo o mundo.

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