Na manhã desta quinta-feira (3), a Polícia Federal realizou uma operação que teve como alvo o deputado federal Ricardo Abrão, do PSDB do Rio de Janeiro. A investigação está relacionada a um suposto esquema de compra de votos durante as eleições municipais de 2024 em Nilópolis, localizada na Baixada Fluminense.
A operação, que teve início em outubro de 2024, resultou na prisão de 24 pessoas em flagrante. Durante as diligências, foram encontrados R$ 63 mil em dinheiro vivo, que, conforme apurações, seriam utilizados para a compra de votos. Além disso, a decisão judicial também determinou o afastamento do sigilo de dados de equipamentos eletrônicos que podem estar ligados ao caso.
Em fevereiro de 2025, novos desdobramentos ocorreram com a Polícia Federal cumprindo mandados relacionados à operação Astreia. Dentre os alvos, estava Abraão Davi Neto, conhecido como Abraãozinho, que é prefeito de Nilópolis e primo de Ricardo Abrão. Na ocasião, a PF apreendeu R$ 172 mil em espécie na residência do prefeito. Ele negou qualquer envolvimento em irregularidades.
Ricardo Abrão, que tem 53 anos, é advogado e empresário, além de ter sido presidente da escola de samba Beija-Flor de Nilópolis. Antes de sua atuação na Câmara dos Deputados, ele foi deputado estadual no Rio de Janeiro e secretário de Ação Comunitária da Prefeitura do Rio. O deputado assumiu sua cadeira na Câmara em abril de 2025, após a cassação do mandato de Chiquinho Brazão, envolvido no caso da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes.
O deputado é filho de Farid Abrão David, ex-prefeito de Nilópolis e ex-presidente da Beija-Flor, e sobrinho de Aniz Abraão David, conhecido como Anísio, patrono da escola de samba. Atualmente, Ricardo Abrão busca a reeleição para deputado federal nas eleições de 2026.












