A ex-primeira-dama e candidata ao Senado, Michelle Bolsonaro, realizou uma reunião com Flávio Bolsonaro nesta terça-feira (11). Após o encontro, ela declarou que não guarda mágoas em relação aos filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro, indicando uma possível reaproximação familiar. Michelle comentou brevemente sobre o encontro, afirmando que tudo está normal entre eles. "Segredo. Nós nos abraçamos. Normal", respondeu, evitando entrar em detalhes sobre a conversa.
Michelle enfatizou que as divergências que surgiram ao longo do tempo serão superadas gradualmente. "Não guardo mágoa de ninguém. As coisas vão se ajeitando aos poucos. Está tudo certo", afirmou a ex-primeira-dama, sinalizando um tom otimista sobre a relação com a família.
Além da reconciliação familiar, a ex-primeira-dama também abordou a crise política no Ceará, que gerou atritos relacionados à articulação do PL em torno do nome de Ciro Gomes. Ela explicou que, ao ingressar no PL Mulher, recebeu autonomia para liderar os diretórios estaduais, mas a negociação em torno de Ciro Gomes desconsiderou essa autonomia, provocando um desgaste significativo.
"Quando entrei no PL Mulher, eu tinha autonomia para liderar os diretórios estaduais. Como houve o desgaste no Ceará, em novembro fui ao PL para entregar a minha saída", revelou Michelle. Apesar de ter cogitado deixar o partido, ela foi persuadida a continuar, embora tenha mencionado que o episódio poderia ter sido evitado.
Michelle, que já não está à frente do PL Mulher, reafirmou seu compromisso com as integrantes do partido, indicando que continuará a apoiá-las em suas atividades políticas. O contexto da reunião e suas declarações mostram a busca da ex-primeira-dama por um novo caminho político e familiar em meio aos desafios que enfrenta.
Com a aproximação das Eleições de 2026, a figura de Michelle Bolsonaro pode ganhar destaque, especialmente considerando seu papel dentro do PL e suas interações com outros membros da família Bolsonaro, o que pode influenciar o cenário político nacional.












